
Matemática V. Único
Ensino Médio
Editora Atual
Autores:
Gelson Iezzi
Osvaldo Dolce
David Degenszajn
Roberto Périgo
Nilze de Almeida
Item d) TEXTO DE DOOLING E LANDMAN:
Tema Central:
"Os olhos enganam", disse ele, "um ovo, e não uma mesa, tipifica corretamente este planeta inexplorado".
Referente ao item e):
Não houve mudanças, e sim esclarecimentos:
Linguagem Metafórica e Linguagem Científica.
Comentário: A diferença entre a linguagem metafórica do primeiro texto e a linguagem científica do segundo texto está no gênero de cada um. O primeiro apresenta um vocabulário rico, pois, sua função é emocionar. Para entendê-lo é preciso utilizar estratégias de leitura como inferências e visão de mundo. Já o segundo texto apresenta uma linguagem mais simples e clara, pois, a sua função é informar. Entretanto, como todo texto, ele não dispensa o uso de estratégias de leitura para que haja uma efetiva compreensão do texto.
(Postado por Cristina e Simara)
Comentário: Concordo com o ponto de vista do autor, principalmente quando diz que o Universo é incognicível. O cérebro humano jamais será capaz de armazenar tanta informação, mesmo com ajuda de livros e computadores. O motivo é que além de existir tantas coisas para serem exploradasno Universo, desde as microscópicas até a imensidão do Cosmo, a memória humana é curta. A medida que adquirimos novos conhecimentos, o cérebro os armazenam, porém, estamos aprendendo coisas novas todos os dias. Sendo assim, ele seleciona o que é para nós, mais importante e, as coisas que não utilizamos freqüentemente, com o tempo, vamos esquecendo. Contudo, mesmo que as descobertas sobre o Universo pudessem ser registradas e armazenas em computadores, nenhum ser humano poderia conhecer e memorizar todas elas. Portanto ele seria o Universo conhecido de forma fragmentada, de acordo com o interesse de pesquisa de cada um. Mesmo podendo contar com a ajuda de drogas que ampliam a capacidade de memorização e, num futuro próximo, pudessemos contar também, com as drogas que estão sendo testadas para aumentar a inteligência do ser humano, ainda assim, acredito que nenhum ser humano seria capaz de conhecer todos os mistérios do Universo.
Postado por Cristina
O senso comum é um saber que nasce da experiência cotidiana, da vida que os homens levam em sociedade. É, assim, um saber informal, que se adquire de uma forma natural (espontâneo), através do nosso contato com os outros, com as situações e com os objetos que nos rodeiam. É um saber muito simples e superficial, que não exige grandes esforços, ao contrário dos saberes formais (tais como as ciências) que requerem um longo processo de aprendizagem escolar.
O senso comum adquire-se quase sem se dar conta, desde a mais tenra infância e, apesar das suas limitações, é um saber fundamental, sem o qual não conseguiríamos nos orientar na nossa vida cotidiana.
Sendo assim, torna-se facilmente compreensível que todos os homens possuam senso comum, mas, sendo imprescindível, o senso comum não é suficiente para compreendermos a nós próprios e ao mundo em que vivemos, pois se na nossa reflexão sobre a nossa situação no mundo, nós ficarmos pelos dados do senso comum, por assim dizer os dados mais básicos da nossa consciência natural, facilmente caímos na ilusão de que as coisas são exatamente aquilo que parecem, nunca chegando a perceber que existe uma radical diferença entre a aparência e a realidade.
E há muitas aparências que se nos impõem com uma força quase irresistível, por exemplo: aparentemente o Sol move-se no céu (não é verdade que esta foi uma convicção aceita, durante muitos séculos, pela comunidade científica?). Mas, na realidade, esse movimento aparente do Sol é gerado pelo movimento de rotação da Terra.
Esta distinção entre aparência e realidade, da qual não podemos nos libertar por causa da nossa natureza intelectual, dependente da diferença que existe entre o conhecimento sensível e o conhecimento racional.
O conhecimento que temos através dos sentidos é forçosamente incompleto e filtrado, pois os nossos órgãos receptores só são estimulados por determinados fenômenos físicos, deixando de lado um campo quase infinito de possíveis estímulos (por exemplo, os nossos olhos não captam quer a radiação infravermelha, quer a radiação ultravioleta, ao passo que há seres vivos que o podem fazer, o mesmo se passando com os ultra-sons). É portanto inquestionável que não conhecemos, sensorialmente, a realidade tal como ela é.
Sendo assim, os sentidos parece que nos enganam, pois os dados que nos fornecem acerca da realidade são insuficientes para alcançarmos um conhecimento verdadeiro, ou objetivo, da mesma.Por isso a razão nos permite alcançar conhecimentos que nunca poderíamos alcançar através dos sentidos.